TSE testa uso de blockchain nas eleições

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TSE testa uso de blockchain nas eleições

O Brasil tem um dos sistemas mais modernos de votação. As urnas eletrônicas foram adotadas no país em 1996 e hoje possibilitam agilidade na apuração de resultados nas eleições brasileiras.

De olho em alternativas para melhorar ainda mais esse sistema, o Tribunal Superior Eleitoral, TSE, desenvolveu o “Eleições do futuro”. O projeto, que foi testado neste último domingo durante as votações municipais, estuda soluções para aperfeiçoar o processo eleitoral e permitir que futuramente os votos possam ser feitos por celular.

Ao todo foram selecionadas 26 empresas, com ideias diferentes, e os testes foram feitos nas cidades de Curitiba (PR), Valparaíso de Goiás (GO) e São Paulo (SP).

De acordo com o portal Cointelegraph, que acompanhou algumas dessas empresas que usam soluções baseadas em blockchain para melhoria do sistema de votação, as companhias Waves, IBM e Original M trouxeram as seguintes novidades:

Waves

A Waves aposta em um QR Code que precisa ser lido através de um celular para validar a identidade do eleitor. Depois de confirmado, ele é redirecionado para o sistema de votação, podendo assim indicar seu candidato. Após isso, o eleitor confirma o voto, que é registrado em blockchain.

IBM

A IBM decidiu seguir da maneira que já acontece hoje em dia, ou seja, o eleitor ainda precisa comparecer até uma zona eleitoral para realizar seu voto. A diferença é que, em vez da urna, seria usado um tablet para votação e também de que o registro iria direto para uma plataforma blockchain.

OriginalMY

A OriginalMY chega com uma proposta diferente. No sistema apresentado pela empresa, seria permitido o voto de forma remota, porém a validação da identidade do eleitor seria feita via ID, também registrado em blockchain.

Após isso, o cidadão escolheria a melhor opção de voto, receberia um hash e poderia confirmar os candidatos que ele optou por meio da blockchain.

Além da opção de votação remota, há um fato importante que diferencia as três empresas. Enquanto nas duas primeiras o eleitor só pode votar uma vez, na OriginalMY, é permitido que o voto seja realizado mais de uma vez e, somente o último voto (que pode ser feito até o último minuto do dia da votação) é computado.

Vale lembrar que foi um teste piloto, portanto, nenhum voto oficial foi computado no sistema.

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