O blockchain é uma ferramenta relativamente nova. A tecnologia surgiu por volta de 2008 e foi, por muitos anos, utilizada exclusivamente para  acompanhar a primeira criptomoeda do mundo – o bitcoin.

Com o passar dos anos, as empresas, entendendo o potencial da tecnologia, começaram a desenvolvê-la para ser usada dentro de suas plantas. Isso pode ter acontecido, principalmente, por uma das características principais do blockchain: a segurança.

Com uma plataforma blockchain, é possível que as companhias tenham acesso a todo o processo de desenvolvimento de um produto, já que cada etapa pode ficar registrada de forma imutável nesse sistema. Isso vai desde o início da coleta da matéria-prima, quais foram os fornecedores, transporte até a finalização de venda, e qualquer outro processo que seja necessário incluir.

Mas como isso pode ser adaptado ao setor alimentício?

Assim como as marcas no mundo da moda, o blockchain pode ser usado para rastrear a cadeia de produção de cada produto. Aqui no Brasil, por exemplo, os agricultores estão buscando a tecnologia para o rastreamento de grãos, como café, soja e até carnes.

Os empresários encontraram na tecnologia, uma forma de integrar os processos, trazendo mais transparência aos clientes. Por meio do registro em uma plataforma blockchain, é possível saber a origem de um produto, estando em qualquer lugar do mundo. Ou seja, a ferramenta é utilizada não apenas para distribuição no país, mas também na exportação. 

Em maio deste ano, um grupo de entidades chamado IG Sul da Bahia anunciou que vai começar a rastrear e certificar a produção de cacau baiano em blockchain. De acordo com informações divulgadas, a equipe busca ser reconhecida como referência nacional e internacional de cacau em qualidade superior.

“Esse sistema garante a rastreabilidade de cada lote registrado e a comprovação da origem. A indicação geográfica tem um compromisso com a responsabilidade, a transparência, a segurança e a qualidade. Esses são os pontos-chave dessa tecnologia, que garante um produto saudável, oriundo de uma região de grande relevância ambiental, que cumpre seu papel com a legislação, respeita as questões trabalhistas e sociais. Temos muito o que avançar, mas estamos assumindo a vanguarda de um processo inovador e que agrega valor à cadeia produtiva do cacau e do chocolate e permite acesso a novos mercados”, comenta a gerente de qualidade do Centro de Inovação de Cacau, Adriana Reis.

Além do cacau, produtores de soja do país também adotaram a tecnologia. A plataforma Convatis, por exemplo, foi lançada em fevereiro e já negociou mais de 25 milhões de toneladas de grãos. Segundo anunciado, cerca de 35% a 45% do total de acordos de exportações do Brasil foram apoiadas pela plataforma.

Saindo do Brasil, nos Estados Unidos, a gigante Starbucks passou, em 2020, a rastrear a produção de grãos de café oferecidos em suas lojas. Por meio de um QR Code, fornecedores, empresa e até clientes têm acesso a cadeia de produção do produto. 

São diversas as vantagens do blockchain, e sua plataforma deve ser desenvolvida sempre por empresas especializadas, como a GMALATO. Presente há 19 anos no mercado, a GMALATO oferece soluções de infraestrutura de desenvolvimento de tecnologias de ponta para empresas e tem o privilégio de ter profissionais com expertise na tecnologia blockchain. 

Menu