A indústria de alimentos brasileira fatura bilhões de reais por ano. Segundo informações divulgadas pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), o país, só em 2020, atingiu a marca de R$ 789,2 bilhões, somando exportações e vendas para o mercado interno.

Embora o número seja exorbitante e positivo, a indústria tem enfrentado um problema que assombra empresas e consumidores: a falsificação de produtos. Apesar de muitas pessoas ainda ligarem esta palavra apenas a peças de roupas, sapatos ou acessórios, o mercado da falsificação é muito mais amplo e abrange também o setor alimentício. 

Bebidas alcoólicas e não-alcoólicas, carnes e até peixes podem ter a origem verdadeira omitida ou alterada. Muito além dos prejuízos financeiros causados ao setor, a saúde dos consumidores é uma preocupação.

No caso das bebidas alcoólicas, por exemplo, de acordo com informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), uma em cada quatro garrafas vendidas no país é falsa. 

Mas como as empresas podem contribuir para que situações como essas não ocorram e consumidores não sejam enganados? 

Uma das alternativas é a tecnologia blockchain. Por meio de uma plataforma, é possível registrar cada etapa da uma produção de uma mercadoria. No caso de venda de queijos, por exemplo, todo o processo pode ser adicionado ao blockchain: matéria-prima, local de fabricação e até quem revende.

Além da transparência oferecida através de um processo de rastreamento, o blockchain também certifica a legitimidade de cada produto. Isso pode ser confirmado pelo próprio consumidor, através de um QR Code, que normalmente vem na etiqueta de cada item.

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